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Mensagem de Páscoa




Acho interessante o que passa pela minha cabeça durante esses feriados religiosos, nos quais a maioria de nós pensa em comida ou em alguma forma de consumismo, seja essa através de presentes ou chocolates, e eu de alguma maneira me retraio, como se algo maior pedisse o meu resguardo.

Vindo de uma família católica, mas tendo me distanciado da instituição da igreja, fiquei por muitos anos totalmente desconectada do significado da páscoa e foquei nas diversões deste momento, procurando ovos no jardim com minha filha, fazendo comidas gostosas para ela e brincando de preparar uma caixinha com cenoura e água para a visita noturna do amigo o coelhinho da páscoa.

Até que o ano passado, fui visitar minha família no interior de São Paulo e quis saber mais desse momento tão importante do calendário católico que é a páscoa.

Depois de conversar muito com minhas tias sobre a morte e a ressureição de Cristo, decidi ir à missa, depois de 20 e poucos anos, simplesmente para ver oque estava sendo falado ali.

Quando cheguei e o padre começou a falar, fiquei realmente feliz com suas palavras. Ele não pedia que os discípulos olhassem para o céu, mas sim que sentissem a luz que mora em seus corações, e que essa era a verdadeira força de Deus. Ele não colocava a Igreja como santidade maior, mas o amor (essa luz no centro do nosso peito) como guia e compasso a seguirmos.

Nossa, como fiquei feliz, sentia que ele estava falando comigo. Não contente com tudo isso, a missa ainda estava sendo abençoada por Arcanjo Miguel, nosso grande protetor aqui na Terra. Uau. Fiquei boquiaberta.

Eu, que fiquei lá no fundo da igreja escutando a missa acontecer e me conectando com as palavras do padre, senti alguém tocar no meu ombro, quando abri os olhos, alguém me dizia que eu deveria ir à sacristia ajudar. EU? Eu logo pensei, não! Como assim? Imediatamente me senti uma pecadora, alguém não merecedora do divino. Ahahahaha sim... Imediatamente todo o peso do qual eu tinha me libertado em não frequentar a igreja, porque não acredito na opressão do pecado e da culpa, me senti pequena e culpada, mas como não tinha escolha segui as ordens daquele senhor e me dirigi à sacristia.

Quando cheguei, me deram um pote dourado, coberto por um pano branco engomado e pediram que eu ficasse na fila e que levasse aquilo até o altar. Me dei conta que carregava as hóstias de comunhão e comecei a tremer.

Não só estava carregando as hóstias ao altar, como ainda tinha que atravessar a igreja toda para entrega-las ao padre. E me sentia ali a Maria Madalena, pronta para ser apedrejada pelos seguidores fiéis da igreja, que receberiam ali de alguma forma a minha energia que se desconectou por tantos anos daquela instituição. Ao terminar a missa sai um pouco rápido, ficou demais para mim. (Risos). E depois refletindo sobre as palavras do padre pude me acalmar.

Ao chegar em casa e contar as minhas tias o acontecido, começamos a conversar porque minha filha não foi batizada, e que isso era, de alguma maneira, uma afronta às crenças familiares.

Mas oque eu dizia à elas, era que nós, tanto eu como minha filha, vivíamos na lei do amor. Que Jesus, não pregava o batismo ou a participação na igreja. Jesus falava de amor, amor ao próximo. Falava de perdão, falava de família. Disseminava palavras de luz, somente de luz. E que assim eu não sentia necessidade nenhuma em batizar minha filha, mas sim, de mostrar a ela oque é o amor, amor próprio, amor pelo próximo.

E depois de todo esse texto, acho que a mensagem que gostaria de passar aqui hoje é essa. Que em meio a ovos deliciosos de chocolate e refeições fartas, que não nos esqueçamos da luz que mora em nosso coração.

Que muito mais importante do que qualquer coisa, deixar o amor acontecer sem reprimir-lo é a maior dadiva do Universo. Que o respeito ao próximo é o nosso grande aprendizado aqui na Terra.

Sinto que esse amor e esse respeito se perdem na concepção erronia e egóica de que o diferente é ruim. De que existem seres humanos que por qualquer motivo, seja esse cor, classe social, opinião política, são inferiores a nós.

Não meus amados. Não. Nós somos todos um. Viemos da mesma explosão, somos filhos da mesma mãe, Gaia, filhos do mesmo pai, o Divino, e ainda que esqueçamos isso de vez em quando, somos todos, TODOS, capazes de amar, amar e respeitar a nós mesmos e ao nosso próximo, da mesma maneira.

Então desejo aqui a expansão do amor, no coração de todos vocês. Que a magia da luz possa ser derramada na vida de todos vocês, e que na vibração desse amor, nasça a tolerância, a compaixão, o respeito.


Um grande abraço de luz a todos.

Bia.


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