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Qual o seu maior medo?


Vencendo os medos.

Qual o seu maior medo? O gatilho e a fonte daquele momento de pânico e ponto?


O meu é a altura. Mas não precisa ser altura no sentido de estar muito alto. O simples fato de sair do chão já me paralisa. Meu corpo paralisa, minha cabeça paralisa, e a única coisa que sai é um grito, que vem do meu estômago.


Eu não tive sempre esse medo. Já foi diferente. Não tinha vertigem, pulava de cachoeiras, escalava, me pendurava em andaimes de prédios, tudo sem medo nenhum. Até que um belo dia, do nada esse medo bateu na minha porta, gritando em voz alta na minha cabeça. E agora? Eu não consigo nem ir para frente e nem voltar, paralisia, pânico.


Claro, ter medo também pode ser positivo. Tem medos que nos impedem de entrar em becos escuros e perigosos, em rios cheios de piranhas, medo de entrar no mar quando a placa na praia já pede aos banhistas que não entrem porque o mar está bravo, enfim. Alguns medos funcionam como sinais de aviso frente a algum perigo real, e isso podemos também relacionar ao nosso instinto natural de sobrevivência.


Mas e quanto aos nosso pânicos, completamente distantes de qualquer lugar racional e real? Esse alarme transtornante que soa em nossos ouvidos e vibra numa freqüência que simplesmente nos tira qualquer possibilidade de reação, e nos deixa com única solução a desconexão total com a realidade, com o nosso corpo, com o nosso entorno, e nos leva para dentro de uma bolha de pesadelos aonde flutuamos nos lugares mais profundos do nosso irracional.


Como lidar com isso?


Ultimamente eu tenho tentado enfrentar esse meu grande medo. Todo final de semana tenho ido escalar. Quando chego na parede e saio de chão, soa o alarme, meu corpo começa a tremer por completo, minha mente me diz, você está em perigo (isso porque estou somente a alguns centímetros do chão), eu travo. E a partir daí, eu fico susceptível a ser levada pela minha bolha de pesadelos, desconectar-me da minha realidade. E é exatamente isso que tenho ido treinar, o momento em que o alarme toca, como lidar com isso.


Tenho percebido, que uma das grandes chaves para não embarcar nesse trem fantasma, é estar aterrada. A respiração, que nos conecta ao presente. O transformar da paranoia em, respira, esta tudo bem.


Subo até aonde consigo, fico com medo e volto. Depois subo mais um pouco e volto. Subo mais um pouco, e volto. Até o momento em que consigo chegar na última instância daquela rota. E ali, já me sinto vitoriosa.


Não me coloco metas, a única meta é o exercício de ir ao encontro desse meu medo e olhar para ele, reconhecer que ele existe, e dizer, sim, você existe, mas estou trabalhando para que a cada dia você se enfraqueça um pouco mais.


Olho para mim mesma com carinho e acolhimento. Não sou errada no mundo por me sentir como sinto. Se ficar com medo, é só parar, não existe culpa, martírio, só carinho.


Mas e o pânico?


Quando pensei em escrever esse texto pensei simplesmente num texto que falava sobre vencer nossos medos. Mas assim que comecei a escrever, me vieram várias imagens da minha história, na quais eu, frente ao sentimento de estar perdendo o controle, entrei em pânico.


A síndrome do pânico, sintoma que atinge muitos de nós, hoje em dia, entra nessa questão:


„A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente.“


Nós crescemos e somos educados para sempre darmos conta de tudo. A escola, o esporte, os amigos, a familia, quem não estiver dando conta de tudo e fazendo todas as coisas conforme o esperado, está decepcionando. Quando nos tornamos emocionais e dizemos „eu não estou aguentando“ viramos fracos. E quando escolhemos viver a vida conforme as nossas necessidades, e não conforme as linhas nos dadas, ah, então somos vagais.


Passamos a nossa vida toda aprendendo a nos controlar. Homem não chora, mulher quando chora é hormonal e dramática, criança quando chora está fazendo teatro. Quem perde o controle está errado, quem não se controla é louco. E ao meu ver, isso sim é que é uma loucura.


Acreditar que temos o controle de algo já é de uma tal prepotência, que está fardado ao fracasso. Dizer que estamos no controle é a mesma coisa que dizer que nosso ego é mais forte do que a natureza, que nossa força vence a força cósmica que rege todos os movimentos Universais.


Será mesmo que remédio para síndrome de pânico é a solução, ou será que devemos nos distanciar um pouco da ideia de controle, e nos aproximar-mos um pouco da ideia de amor próprio? Que cuidar das coisas não está necessariamente ligado a ter tudo sob controle, mas que cuidar das coisas está conectado à me amar, e porque eu me amo, eu cuida de mim, organizo minha casa, cuido da minha vida, me aceito como eu sou!


De onde foi que tiramos essa idéia megalomaníaca de que temos que ser perfeitos? Caramba, quem aguenta isso? Se o nosso papel fosse esse, tínhamos nascido, todos, super-heróis e heroínas. E nessa viagem egocêntrica de sermos grandes, nos distanciamos daquilo que realmente tem valor no mundo, que é nos amar, nos aceitar, evoluir construindo bases saudáveis, estarmos presente, para nós e com aqueles que estão em nossas vidas.


O pânico é um alarme do ego. O grande medo de fracassar. Vem quando não conseguimos lidar com a nossa condição existencial de não termos o controle de nada. Quando nos distanciamos do presente e acionamos as projeções do futuro.


Respira, sente teu corpo, seus pés no chão. Não existe mais nada, do que aquilo que está à sua frente, o presente é tudo, e a partir dele o Universo se apresenta, da maneira mais bela e delicada. A verdadeira conexão.


Logo no nosso site uma meditação guiada de aterramento.


Muito amor e um lindo domingo à todos.

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